sábado, setembro 08, 2007

Contraponto social

Inocência das pessoas acharem que são livres, não somos livres, não tomamos nossas próprias decisões de acordo com o que queremos, e sim, de acordo com o que nos é imposto, de acordo com o que o meio desfavorecido e nos desfavorecendo nos oferece.

Acordem!..........................

O universo não dita regras nem “verdades”, quem as dita são os homens, e cabe aos próprios homens violá-las, quebrá-las e discordá-las, os homens são errôneos, portanto seus conceitos são errôneos, não há regra alguma de que nossos sonhos, nossas utopias, não poderão vir a se tornar realidade, pois isso quem decide somos nós, e não outrem.

O Ser sem ser...

Revolucionário sem causa,
Patriota sem bandeira,
Recompensa sem valor,
Poeta sem ardor,

Libertino sem desejo,
Romântico sem coragem,
Santo amaldiçoado,
Mal amado apaixonado,

Vida sem lembrança
Morte sem incerteza,
Sonho sem esperança,

Tristeza sem lembrança,
Lembrança sem saudades,
Amante sem amor...

Vapor digital

Sons.
Ruídos.
Lamentações.
- Onde estamos?
- No real.
Dentro do intrínseco mundo a vapor digital.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Tranquilos na rua

Dois rapazotes passam por um garoto que não está rindo: riem dele.
O garoto que foi motivo de riso sente-se mal. Resultado: rapazotes vencem, garoto perde.

sábado, agosto 25, 2007

Pra que se preocupar?

Gustavo olhou para dentro e ficou assustado, não havia nada. Não havia cores, cheiros, gostos, nada palpável e nem mesmo ruídos. Aí olhou denovo para fora e achou bonito. Ficou do lado de fora, contente.

segunda-feira, julho 30, 2007

Idéia I

Toda idéia é válida. Toda idéia é mutável. Não se prenda cegamente a uma idéia. Acredite nela sabendo que não é verdade... A minha verdade é essa, a sua não; mesmo que você concorde comigo. E não discuta! É assim e ponto.

~~~~~~~~ ?

- Jair! Tive uma idéia!
- E como foi? Eu quando tive a primeira queria chorar de felicidade.
- Do que você está falando?
- Não faço idéia...
- E então?
- Então vamos lá pra casa, to com duas revistas de pornografia... você fica no banheiro dos empregados e eu no principal.

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Contra a elitização cultural e o monopólio do saber!
Propague cultura! Distribua seu conhecimento!
Dê o seu saber a quem não sabe nada;
Não vai lhe fazer falta.

Quando pequeno minha mãe dizia: "Esse piá tá fazendo arte!"
E eu todo orgulhoso saía feliz com a bronca mal entendida
Agora ela diz que eu sou meio lunático
E eu na esperança de ser cosmonauta
Descubro que cosmonauta não existe mais

Leia!
Leia e aprenda #
Leia e reflita #
Leia e sinta #
Leia!
Mas tire um tempo pra pensar, por favor.
Nem que seja um minuto só do seu dia

Pense no que está ao seu redor
Pense em algo que você nunca pensa
Pense!

Nós nunca damos valor pro nosso pensamento - Já parou pra pensar nisso?

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- Hoje em dia tá tão fácil de saber das coisas...
- Pois é, tanta informação, tanta rapidez...
- Será que é por isso que somos mais inteligentes que os antigos?
- Não seja burra; não somos mais inteligentes, somos mais esclarecidos... Raquel! Muda de canal! São seis horas; os casos de família já começaram!

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Não se acomode. Se as coisas tão fáceis não as torne difíceis.
Contra a elitização cultural!
Ensinar para a vida
Aprender a ensinar
Ensinar a aprender
Aprender a aprender
Contra a elitização cultural!

quinta-feira, julho 26, 2007

Tensão

Uma criança da Bulgária come um rato enquanto um rapaz com camisa com listras frita bacon sobre as pedras. Tem lugar pra mais um? - é o que pergunta um corvo. Você tem bacon? - respondo eu. Não. Claro. E assim vai...

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Intervalo comercial

Não que eu esteja dizendo pra ir ao banheiro ou pra ir buscar comida...

http://camisalistrada.blogspot.com

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A dama das máscaras

As pessoas passando na rua e disparando sua aspereza, dentro da maior sinceridade, sobre as roupas horríveis, os cabelos ridículos ou as atitudes irracionais com que se deparam. Os atacados sentindo-se ofendidos ou magoados metralhando outras verdades - e quem sabe até algumas não tão legítimas. Não distante disso aparecem as agressões físicas e o caos. Ela, tantas vezes criticada, é, sim, indispensável para a vida em sociedade.
Quantas vezes é muito mais fácil soltar um leve elogio falso ao invés de enfrentar os resultados e de se dizer a verdadeira opinião, acariciar o ego e receber um sorriso. Não estou dizendo, claro, para se omitir sempre a opinião em causas em que se acredita por preguiça ou fraqueza, mas há casos em que essa é a melhor estratégia.
Alguém que nunca se desviasse da verdade do que pensa em suas palavras não sobreviveria por muito tempo. Não há alma viva que resistiria ao bombardeio de todas as idéias que dela fazem.
(Totalmente dispensável mencionar que o mundo não sobrevive apenas sobre mentiras e faz de contas sem pontas de verdade e que, às vezes, por mais trabalho que se tenha, a verdade tem que ser dita.)
Para quem permaneceu incrédulo até aqui que vá até a garota mais feia da classe, ou para o chefe, ou para aquele tio que pensa ser engraçado e sofra as conseqüências da não omissão ou veja nos olhos da vítima a dor que sente. E da próxima vez que perguntarem depois do cumprimento se está tudo bem, explique detalhadamente o porquê de não estar. E viva a Hipocrisia.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Sonho da terceira noite da lua nova antes de adormecer

Apareci no meio da cidade e o céu tinha nuvens coloridas. Principalmente roxas/brancas, que passavam em forma de listras pelo céu sem parar. E as ruas, sólidas como pedras, eram feitas de tijolos e davam várias opções de caminho. Não demorou muito e decidi, sem pensar, em seguir o caminho do norte. Encontrei logo na sétima ou oitava esquina a velha louca de roupas brancas e cabelo vermelho que parecia já estar embriagada. Me preveniu sobre a chuva molhada que estava pra cair dali a pouco. Bom, que a chuva caia no inferno, preferia seguir o caminho molhado, eu disse. Afinal, nenhuma das construções tinha portas no andar térreo. Comecei a sentir as gotas quentes no meu braço com cheiro tão familiar. Enxuguei o rosto e a mão manchada não mentia. O sol jorrava como um coração gigante arrancado, esquartejado do peito e jogado aos céus sangue vermelho, viscoso, adocicado. Horrorizado, percebi que o nível de sangue nas ruas já começava a subir pelos pés. Peguei a primeira escada que vi passar e acabei no alto dum morro, com gramado e árvores. Ali dava pra ver um boa parte da cidade, um pouco depois de onde a vista alcançava estava completamente sem cor. O gramado, felizmente verde, velho conhecido, era macio e estava seco. As árvores, não de feijão os pés, mas cresciam até tampar as nuvens, é provável que até as tocavam. Elas tinham cabelos compridos que quase chegavam no chão e ondulavam com o vento. Me encostei numa e relaxei e os pássaros dali, apesar das formas conhecidas, batiam e batiam as asas e voavam extremamente devagar e para trás e atravessavam as gotas e não se molhavam e riam sarcásticos de tudo. Fiquei observando perplexo aqueles excêntricos bichos até que um mais ainda veio até mim. Um sujeito de calça apertada e camiseta de manga comprida, sem cabelo mas uma barba fina de uns vinte centímetros, olhos dourados e redondos iguais às argolas nas orelhas enormes. Simplesmente gritava com dentes levemente esverdeados tortos e guspindo como uma cachoeira. Me perguntava o que estava fazendo ali, mas conseguia desviar do assunto no meio da pergunta. Respondi que estava me abrigando do sangue. Justo. Ai começou a falar da garota com os olhos de planetas e sinos nas orelhas que ecoavam na cabeça de qualquer um que a beijasse. Cabelos claros, pra baixo dos ombros e curvas de serpente de fumaça. Eu tinha ouvido falar dela três luas antes, na verdade, respondi. Ele farejou e palpitou que estava pro leste. De longe vi que o céu voltou a ser branco/roxo, caleidoscópico agora, e decidi descer leste adentro. A essas horas o tal sujeito já estava ocupado dançando com as plantas. Pra esse lado a cidade era diferente, as casas eram todas de madeira, cheias de arranjos nas varandas e as ruas de pedras justapostas milimetricamente. Fui simplesmente entrando nas ruelas aleatoriamente e acabei encontrando. Encostada numa parede de alguma coisa que o verde em volta escondia. Ela fumava tranqüila e sozinha. Vi os sinos, os planetas e a serpente. E hesitei por um bom tempo. Sorte que abordei antes que saísse. Falamos ali mesmo, sobre pedras e sangue, nuvens e árvores, rios e cobras. Foi a melhor parte do sonho. Trocamos sorrisos e toques. Aproximei da boca dela, fechei meus olhos, a beijei. Ela se desmanchou em cinzas e se derramou num vento qualquer e tudo se derreteu e nada de eco de sinos e eu repetidamente horrorizado angustiado vi tudo e o coração do meio das nuvens e as nuvens listradas e caleidoscóspicas se esmigalhando e os pássaros rindo irônicos e eu e adormeci...